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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Esportes, Música



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1.º de Maio - Dia Mundial do Trabalho

http://educaterra.terra.com.br/almanaque/diadotrabalho/diadotrabalho.htm

A data internacional surgiu após
protestos e mortes de operários

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

Tanto suor derramado...

Raras vezes valorizado

Acabrunhado, o pobre operário...

Briga pelo salário minguado

Agora desempregado, tem o suporte do erário

Largou o trabalho pesado...

Hoje em dia... quem diria...

Ostenta feliz seu cartão do bolsa-família...

 

Por que se dá o peixe em vez de ensinar a pescar?

Por que não se investe em educação em vez de assistencialismo?



Escrito por Paulo às 11h29
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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Meus amigos, acho que escrevi demais hoje, tentei postar esta mensagem de uma vez só e não consegui por isso está sendo publicada em partes...

 

Você já leu Saramago?

O mago das letras portuguesas.

Eu sou seu leitor iniciante.

Só li seu “Ensaio Sobre a Cegueira”.

Que relato impressionante!

Seus leitores contumazes que leram sua obra inteira...

Disseram-me que se trata de obra-prima.

Então, decidi escrever este singelo acróstico...

Contar-lhes um pedaço dessa história com um pouco de rima.

Sem pretensão alguma, pois não quero tornar-me um sujeito pernóstico.

 

Estava ali parado... esperando...

Na minha frente, nenhum carro, só o sinal vermelho

Subitamente, ouvi gente gritando, buzinando

Ansioso tentei, em vão, olhar para o espelho...

Invadiu-me o medo... não enxergava, só via um branco

Outras pessoas vieram socorrer-me pois eu gritava...

Escrito por Paulo às 10h07
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Socorro! Estou cego! Não enxergo! Aos prantos lamentava

Obrigado! Disse ao homem que depois de guiar meu carro me roubava...

Bandido! Aproveitou-se para roubar o carro e a minha carteira

Rápido demais foi castigado, foi preso numa rua próxima desorientado...

Entrou na contra-mão, desviou-se do poste e colidiu com uma lixeira

 

A cidade estava em polvorosa... epidemia!

 

Cegos ficaram o bandido, o policial, o médico, os pobres e os abonados

Exceto a mulher do médico, apesar do contato direto, ainda via...

Gangrena da sociedade, nós, os cegos fomos então segregados, abandonados

Um de nós, a mulher do médico, fingiu-se cega para nos acompanhar

Extintas as nossas esperanças, afloravam agora, os mais primitivos instintos

Insípida rotina fazia-nos, por água, comida... sexo, lutar

Rainha dos olhos sadios, a mulher do médico, nos guiava pelo lugar e seus labirintos.

Amanheceu um dia e não havia mais guarda! Saímos então na cidade vazia a perambular...

 

Este acróstico é um pequeno apanhado de cenas que ficaram gravadas em minha memória. Lendo o livro você terá toda a riqueza da narração do grande escritor português e descobrirá o desfecho dessa história...

Espero ter, ao menos, instigado você a ler a obra de José Saramago... Afinal, ninguém é Nobel por acaso...

Escrito por Paulo às 10h06
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