Escrito por Paulo às 11h29
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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Meus amigos, acho que escrevi demais hoje, tentei postar esta mensagem de uma vez só e não consegui por isso está sendo publicada em partes...
Você já leu Saramago?
O mago das letras portuguesas.
Eu sou seu leitor iniciante.
Só li seu “Ensaio Sobre a Cegueira”.
Que relato impressionante!
Seus leitores contumazes que leram sua obra inteira...
Disseram-me que se trata de obra-prima.
Então, decidi escrever este singelo acróstico...
Contar-lhes um pedaço dessa história com um pouco de rima.
Sem pretensão alguma, pois não quero tornar-me um sujeito pernóstico.
Estava ali parado... esperando...
Na minha frente, nenhum carro, só o sinal vermelho
Subitamente, ouvi gente gritando, buzinando
Ansioso tentei, em vão, olhar para o espelho...
Invadiu-me o medo... não enxergava, só via um branco
Outras pessoas vieram socorrer-me pois eu gritava...
Escrito por Paulo às 10h07
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Socorro! Estou cego! Não enxergo! Aos prantos lamentava
Obrigado! Disse ao homem que depois de guiar meu carro me roubava...
Bandido! Aproveitou-se para roubar o carro e a minha carteira
Rápido demais foi castigado, foi preso numa rua próxima desorientado...
Entrou na contra-mão, desviou-se do poste e colidiu com uma lixeira
A cidade estava em polvorosa... epidemia!
Cegos ficaram o bandido, o policial, o médico, os pobres e os abonados
Exceto a mulher do médico, apesar do contato direto, ainda via...
Gangrena da sociedade, nós, os cegos fomos então segregados, abandonados
Um de nós, a mulher do médico, fingiu-se cega para nos acompanhar
Extintas as nossas esperanças, afloravam agora, os mais primitivos instintos
Insípida rotina fazia-nos, por água, comida... sexo, lutar
Rainha dos olhos sadios, a mulher do médico, nos guiava pelo lugar e seus labirintos.
Amanheceu um dia e não havia mais guarda! Saímos então na cidade vazia a perambular...
Este acróstico é um pequeno apanhado de cenas que ficaram gravadas em minha memória. Lendo o livro você terá toda a riqueza da narração do grande escritor português e descobrirá o desfecho dessa história...
Espero ter, ao menos, instigado você a ler a obra de José Saramago... Afinal, ninguém é Nobel por acaso...
Escrito por Paulo às 10h06
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